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domingo, maio 30, 2010

O voto deveria MESMO ser obrigatório?

 O que importa, afinal, qualidade ou quantidade? Todos nós sabemos por experiência que quando somos forçados a fazer alguma coisa, não a fazemos tão bem feito como faríamos se fosse de nossa vontade. Raciocinando desse modo, por que obrigar pessoas desinteressadas a decidir o futuro de algo  tão grande como esse Brasil?

sábado, maio 22, 2010

Humor critico: Em falta na televisão brasileira.


Humor crítico é o que falta na televisão aberta brasileira.  Somos bombardeado somente com humor pastelão e novelas puramente românticas com enredo óbvio.  Nós,  telespectadores, somos carentes, entretanto, de algo que nos faça rir e pensar ao mesmo tempo, o que seria ótimo para alimentar reflexões  e fomentar  algum tipo de rebeldia.

domingo, maio 16, 2010

Em busca do lado Coca-Cola da vida

Enquanto você se esforça para ser um sujeito normal, existe o tão famoso e desejado “lado Coca-Cola da vida”, ele está aí, pronto para ser encontrado e vivido, e você não está nem tentando! Não te dá nem um pouquinho de vontade de sair da frente desse computador e ir para qualquer lugar que as pernas te levem? E você não sente nem um pouco de remorso de deixar essa oportunidade passar? Claro que às vezes os deveres nos chamam mais alto, mas existem horas vagas na agenda de qualquer pessoa. E tem gente aproveitando-as, sabe como? Elas estão indo para a praia, para aquele parque que tem em sua cidade e você nunca foi, para aquele restaurante que inaugurou semana passada, para aquele clube que você poderia ser sócio, vão à noite para aquela boate que você pode entrar mas nem se interessou, estão sentadas adimirando aquele mar pertinho da sua casa, estão caminhando e ouvindo música, estão aprendendo a tocar aquele mesmo instrumento que você já sonhou em dominar, estão em um campinho praticando algum esporte (aquele mesmo que você ia quando era criança). E não precisa sair de casa, ir muito longe, para vivê-lo. Os que alcançaram esse lado também estão inventando alguma receita nova e se deliciando com os erros e acertos, cantando sem mas e nem porquê, quando toca aquela música animada no computador eles levantam e dançam, usam o shampoo como microfone, estão
na piscina do playground do seu prédio, estão pulando encima da cama. O importante é fazer isso quando for possível, quando você estiver com aquela vontade de sair de onde está, mas falta a coragem. Levante e vá! E leve quem estiver em sua casa para se deliciar com esses pequenos momentos também. Apenas tente não encarar a vida tão sério assim, tudo depende de você, e mais ninguém. As pessoas felizes estão nos lugares onde é completamente possível que você esteja, lhe é permitido ir. Faça como elas, tente, vai mesmo desistir assim tão fácil? Levante, viva o lado Coca-Cola da vida.

sábado, maio 01, 2010

Despindo-se; sua primeira vez.

Seu coração batia loucamente, de maneira tão forte que parecia saltar do peito, suas mãos suavam e estavam completamente geladas, a angúsita a atormentava. Caminhava a passos largos e temerosos em direção à casa dele, para entregar-se pela primeira vez. Havia dentro de si um pouco de dúvida, seria essa a decisão certa a ser tomada? Estaria ela pronta para um passo tão grande? Chegando a seu destino bateu à porta, tremendo quase convulsivamente. Após uma eternidade de uns segundos ele abriu a porta, e pareceu encará-la confuso, ela bem sabia que não era esperada ali, ou sequer bem vinda. Sua voz estava rouca e trêmula, quando abriu a boca:
-Eu não conseguiria passar dessa noite sem lhe contar - gaguejou com uma voz que não era sua - Por favor não me interrompa, eu só quero desanuviar a tempestade que tem habitado o meu peito.
Tomou fôlego por um instante, enquanto ele estava ali, parado na soleira, perturbado. Então ali mesmo na rua, sob o testemunho da lua cheia e prateada, ela começou a despir-se, pela primeira vez na frente de um homem:
-O meu amor por você levou minha identidade, meu bom-senso, minha auto-estima, minhas noites tranquilas antes de dormir, arrancou de mim meu jeito despudorado de agir na sua frente, comeu os minutos onde eu não pensava em nada, extinguiu minha vontade de morar em um lugar bem longe da cidade, tirou meu desejo de morar sozinha em qualquer lugar, mudou minha resolução de ano novo e todos os meus pedidos de aniversário, roubou meu retrato e eu nem sei mais que sou, porque de mim foram tirados qualquer vestígios do meu eu, pôs fim à minha liberdade de não ligar para o que pensavam de mim.
E cada parte da sua angústia ia sendo despida, juntando-se aos pedaços da sua essência jazidos no chão. Ele a encarava petrificado. E ela continuou se despindo:
- O amor anulou minha vontade de viver sem você, e mais importante: levou o meu medo da morte, se a mim for prometido ao menos algum tempo ao seu lado.
Ofegava como se tivesse corrido uma maratona, e encarava-o sofregamente. Então dos lábios dele, de seu ser amado e adorado, brotou um pequeno sorriso. E, para um amor que lhe havia tirado tantas coisas, essa foi a primeira entregue, fazendo tudo ter sentido. Para ela aquilo era o bastante; mesmo não parecendo tão intenso, era o começo de uma história. Ela mostrou-lhe o que havia embaixo da sua pele, arrancou suas vísceras e permitiu-o adentrar sua cabeça, e ele era sua recompensa merecida, seu troféu, seu tesouro mais precioso. Estava saciada agora.
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